segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Desperdício de cérebro

Pra quem vive conectado e tem amigos que compartilham informação, tudo se torna velho muito rápido. Se já é fim de tarde, uma notícia de algo que aconteceu pela manhã, parece que é de ontem. Até essa hora já viu umas 3 vezes e já comentou com alguém ou alguéns. A questão é: quanta merda a gente vê e lê? Quantos por cento do que a gente olha na internet presta pra alguma coisa?

É quase a cultura do "Tu já viu?". A gente TEM que ver tudo. Tem que conhecer todos os vídeos engraçados e assistir todos os stand ups da internet inteira. Temos que conhecer as características de todos smartphones que foram lançados na última semana e não podemos deixar de saber do aplicativo que calcula a média de vezes que tu vai ao banheiro em cinco anos.

O problema é que gente esquece de tudo que realmente tinha que fazer. Levamos zero na faculdade e ainda temos a cara de pau de dizer que não tivemos tempo pra dar uma olhada melhor na matéria ou ler a respeito. Se a gente pegasse 50% do tempo que passamos olhando bobagem na internet e usássemos pra ler algo que agregasse qualquer coisa pra nossa profissão ou pra nossa vida, provavelmente estaríamos desperdiçando exatamente 50% menos do nosso cérebro.

Não que a gente não deva se divertir com um pouco desse conteúdo inacreditável que alguns desocupados se empenham em produzir. Afinal, muito disso vai fazer parte das conversas no barzinho depois do expediente. Mas já que a gente vai ocupar o HD de qualquer jeito, podemos fazer um esforço pra, pelo menos, selecionar um pouco melhor a informação, no meio do bombardeio a que somos submetidos pelos blogs, Twitters, MSNs, GTalks, Facebooks e afins.

A vida nessa Web 2.0 vai exigir cada vez mais que a gente se organize pra que essa imensa quantidade redudante de informação não venha parar toda dentro no nosso cérebro. Cérebro esse, que tá enchendo bem mais rápido que o das gerações anteriores e que, infelizmente, só temos um.

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